Embrapa Cerrados recomenda plantio direto e semeadura escalonada diante de El Niño forte no Cerrado
Pesquisador cita estudo ainda em fase de publicação, que simulou soja em quatro locais, entre eles Planaltina (DF)

A Embrapa Cerrados divulgou em 8 de setembro de 2026 recomendações a produtores para a safra sob um El Niño forte. A orientação é do pesquisador Fernando Macena, segundo a notícia da unidade, que fica em Planaltina (DF).
O El Niño-Oscilação Sul, diz o texto, é um fenômeno natural periódico, com intervalos de dois a sete anos, que acopla o oceano e a atmosfera no Pacífico Equatorial. Segundo o mesmo texto, no Cerrado ele pode causar três problemas à agricultura. São eles a irregularidade no início da estação chuvosa, os veranicos prolongados e efeitos na segunda safra, a safrinha. Veranicos, segundo o texto, são períodos de estiagem intermitente durante o desenvolvimento das plantas e o enchimento de grãos, que elevam o estresse hídrico nas lavouras.
Sobre o fenômeno em curso, a notícia diz que o Índice Oceânico Niño atingiu +1,4°C em junho de 2026. O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/Noaa) informou em 10 de setembro de 2026 que o El Niño se fortalecia, com chance maior que 90% de um evento muito forte entre o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026-27. O CPC estimou ainda em 75% a chance de um evento histórico no trimestre de outubro a dezembro de 2026 e ressalvou que, com um evento dessa magnitude, os impactos associados ao El Niño ficam mais prováveis, mas não garantidos.
Segundo a Embrapa, um estudo recente, ainda em fase de publicação, simulou com o modelo Stics a produtividade da soja BRS 8383IPRO em quatro locais: Cuiabá (MT), Rio Verde (GO), Planaltina (DF) e Barreiras (BA). Os dados diários de clima vão de 1975 a 2024.
O estudo identificou, segundo o texto, quebra expressiva nos rendimentos em anos de El Niño. A perda foi mais severa quando a soja foi semeada no início da janela de cultivo, em setembro e outubro. A vulnerabilidade foi maior no plantio convencional, que revolve a terra com aração e gradagem. O plantio direto, que evita arados e grades e mantém a cobertura do solo, teve produtividades superiores em todas as situações analisadas.
Macena recomenda a gestores e produtores um plano em quatro pilares. O primeiro é migrar para o plantio direto, com sistemas de integração lavoura-pecuária ou lavoura-pecuária-floresta, e consolidá-lo. O segundo é escalonar a semeadura: evitar uma única data e combinar cultivares de ciclos precoce, médio e tardio, dentro da janela recomendada pelo Zarc. O terceiro é monitorar pragas e doenças; pesquisadores de Entomologia observam que temperaturas mais elevadas e períodos secos favorecem o aumento da população de insetos-pragas no Cerrado. O quarto é associar o cumprimento do Zarc à proteção de preços e ao seguro agrícola.
O Zarc, Zoneamento Agrícola de Risco Climático, foi desenvolvido pela Embrapa e parceiros sob a coordenação do Ministério da Agricultura e Pecuária. É, segundo o texto, ferramenta regulatória para o crédito agrícola e o seguro rural e delimita níveis de risco de 20%, 30% e 40% de perdas em cada município. Em anos de El Niño, diz Macena, a escolha da época de semeadura exige mais cautela: “É indispensável aguardar a efetiva estabilização da estação chuvosa”, observa ele, e checar a temperatura do solo antes de entrar no campo.
A notícia não informa o tamanho das perdas simuladas, os autores do estudo nem onde ele será publicado. Também não traz previsão de chuva para Planaltina ou para o DF.
Texto produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela redação.
Escrito com apoio de IA a partir de dossiê conferido contra a fonte; verificado por outro agente de IA em 5 de outubro de 2026 e corrigido após a verificação.
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Etiquetas: El Niño, Zarc, plantio direto, soja


